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Ceilândia, berço do rap no DF, completa 54 anos e ganha Casa do Hip-Hop DJ Jamaika

Inauguração do espaço, localizado ao lado da estação de metrô Ceilândia Centro, ocorreu nesta quinta-feira (27/03), Dia Mundial do Grafite e aniversário da cidade, e contou com a presença de nomes de peso no rap nacional, entre eles Rivas, do grupo Álibi, Rei, do Cirurgia Moral, X, do Câmbio Negro, Marquim, do Tropa de Elite, e Safira, filha do DJ Jamaika.

Ceilândia, berço do rap no DF, completa 54 anos e ganha Casa do Hip-Hop DJ Jamaika
Ceilândia, berço do rap no DF, completa 54 anos e ganha Casa do Hip-Hop DJ Jamaika (Foto: Reprodução)

Rap, boa música, grafite, dança. Os quatro elementos da cultura hip-hop estiveram unidos e presentes no aniversário de 54 anos da cidade mais populosa do Distrito Federal, Ceilândia (antigo Centro de Erradicação de Invasões), que recebeu, no Dia Mundial do Grafite (27/03), um presente histórico e mais do que especial: A Casa do Hip-Hop de Ceilândia DJ Jamaika – nome de batismo em memória de uma das maiores referências do cenário do rap.

Jefferson da Silva Alves (DJ Jamaika) nasceu em 28 de outubro de 1967, em Taguatinga (DF), e construiu sua carreira em Ceilândia, participando de trabalhos com seu irmão Rivas, antes chamado de Kabala, seu parceiro no grupo de rap Álibi, além de colaborar em projetos com Rei, do grupo Cirurgia Moral, com X, do Câmbio Negro, grupo em que foi DJ e também rapper em 1993, no lendário álbum Sub-Raça, e na carreira solo, atingindo imenso reconhecimento nacional com o hit “Tô Só Observando”.

“Estamos aqui nesse evento grandioso, de suma importância para a cidade de Ceilândia: a Casa do Hip-Hop DJ Jamaika. É um espaço que transformará vidas, transformará a comunidade. Porque assim como eu fui transformado pelo hip-hop, muitos jovens que ainda estão começando as suas vidas nas periferias terão as suas vidas transformadas também. Um salve para todos os ouvintes e toda a equipe da rádio West Side, sempre do lado do hip-hop, daquele jeito”, disse Rei, do Cirurgia Moral, parceiro histórico do grupo Álibi.


O rapper, ator e cineasta Marquim, do grupo Tropa de Elite, também esteve presente na inauguração da Casa do Hip-Hop de Ceilândia DJ Jamaika, e deixou o seu recado.

“Salve, salve, galera. Aqui quem fala é o Marquim (Antônio Marcos), do Tropa de Elite. Estou em um evento cabuloso aqui na Ceilândia, na Casa do Hip-Hop DJ Jamaika, e isso é muito importante para nós, termos um espaço dessa magnitude em nossa comunidade”, afirmou o artista.

Segundo ele, o espaço representa uma conquista para toda a sociedade, principalmente para a comunidade de Ceilândia, berço do rap e do hip-hop no Distrito Federal (DF).

“É uma luta de muitos anos e hoje nós conseguimos. Então, eu quero mandar um salve para todos os moradores da Ceilândia no dia do aniversário da nossa comunidade, e também para os ouvintes e toda a rapaziada da nossa rádio, a rádio West Side, que continua valorizando e divulgando a cultura hip-hop nacional, local e mundial em sua programação diária”, afirmou o cineasta ceilandense, Adirley Queirós, autor do sucesso nacional Opala 71 Azul e ator premiado no documentário longa-metragem com ares de ficção Branco Sai, Preto Fica, premiado no Festival de Brasília de 2014.

O filme relembra uma batida policial realizada no baile Black Quarentão, na década de 1970, quando a violenta abordagem policial deixou Marquim numa cadeira de rodas até os dias de hoje.

Outra lenda do rap nacional, o rapper X, do renomado grupo Câmbio Negro, também deixou o seu recado para a comunidade de Ceilândia e para todos os fãns de rap.

“Salve, rapaziada. Por aqui X, do Câmbio Negro, falando da importância de um espaço como este, de um evento como esse para a cultura hip-hop. É muito importante! Muito obrigado a vocês, por estarem nos assistindo, mas eu quero que vocês venham conhecer o nosso espaço, a Casa do Hip-Hop de Ceilândia DJ Jamaika. Meu nome é X, do Câmbio Negro, e somos hip-hop até depois do fim”.


Cleber Augusto – Jornalista


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