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Pata MC, de São Paulo para o DF, do DF para o mundo

Um MC com versatilidade, que consegue transitar pelo universo do rap em diferentes estados, idiomas e países.

Pata MC, de São Paulo para o DF, do DF para o mundo
Pata MC, de São Paulo para o DF, do DF para o mundo (Foto: Reprodução)

Com ascendência italobrasileira, Bruno Picardi, mais conhecido como Pata MC é um produtor, MC (Mestre de Cerimônia) e trapper brasileiro que se destaca pela bagagem cultural e social que sintetiza em suas músicas. Nascido em São Paulo (SP) e criado em Brasília (DF), Pata MC também viveu em Goiânia (GO) e carrega em sua trajetória influências tanto do Brasil quanto da Itália, terra de suas origens paternas e maternas. Essa fusão cultural se reflete em sua arte, marcada pelas realidades distintas, mas convergentes, dos guetos e periferias dos dois países.

Sobre as diferenças e semelhanças do rap e do movimento Hip-Hop nesses lugares, o MC é incisivo ao reafirmar as origens desse gênero cultural.

“É claro que o Brasil tem uma diferença social muito maior do que na Europa, do que na Itália, e até mesmo do que em outros lugares do mundo, só que o rap, como em qualquer lugar, ele nasce desses lugares periféricos. Na Itália, por exemplo, quem movimenta a cena do movimento hip-hop são as pessoas que vêm de fora, do Marrocos e de outros países. Então até lá o rap pertence à periferia, em si", afirma Picardi.

Sobre a função social do rap e do Hip-Hop no Brasil e no mundo, esses gêneros se consolidam como manifestações culturais multi-étnicas e periféricas, sendo não apenas um grito de liberdade e ascensão social, econômica e política, mas também uma forma de evolução da consciência, do corpo e do espírito por meio da arte.

Esse impacto pode ser observado no fenômeno das Batalhas de Rima, no reconhecimento do Break Dance e do Skate como esportes olímpicos, no grafite como expressão artística e cultural, e na discotecagem e produção audiovisual, que continuam revelando novos talentos ao redor do mundo.

Diante desse cenário, Pata MC afirma: "Eu acho que a função social do rap e do Hip-Hop hoje é tão importante quanto foi no início do movimento, com a diferença que essa cultura chegou e está acessível para diferentes pessoas. A cultura periférica e urbana chegou até onde antes não chegava”.

Trabalhos lançados


Mixtape Todo Mundo em Pânico, Pata MC - 2025

Com duas mixtapes, intituladas Todo Mundo em Pânico, que inclui sete faixas, entre elas Zara e Gasolina, com participações dos MCs Neguim e Yang Krespo, e Todo Mundo em Pânico II, com participação do trapper SoKos, produzidas durante as festas de Halloween nos anos de 2021 e 2022, diversos clipes de vídeo e novos lançamentos previstos para esse ano, Pata MC fala sobre o início do seu envolvimento com a cultura de rua e sobre o que lhe motiva a continuar fazendo rap. 

"O meu primeiro contato com o rap e com a cultura Hip-Hop foi aos 12 anos, por influência do meu irmão”, revela o MC, relembrando um dos primeiros sons que ouviu, a música Favela Sinistra, clássico do rap lançado em 2003 pelo grupo Trilha Sonora do Gueto, no álbum Us Fracu Num Tem Veiz.

"A minha mãe também tinha um CD (Compact Disc) que tinha o som Mágico de Oz, dos Racionais MC’s, e a partir do momento em que eu conheci esses grupos eu decidi que era isso o que eu queria para a minha vida. Depois dos 18 anos, isso se tornou o meu objetivo de vida, fazer rap e viver de arte. E eu quero viver fazendo o que eu amo, inspirando outras pessoas, sejam os meus amigos ou quem não me conhece pessoalmente, com a minha música”, manifesta.

Mixtape:

Todo Mundo em Pânico:

https://open.spotify.com/album/7qUi0yhE0HYd188CnTQ39p?si=VsKk9UKCRKWWVSkeY7khAg

Todo Mundo em Pânico II:

https://open.spotify.com/album/4Qs8lbBkHR1TPgUj8QOm8Q?si=xcgaahbNSrmsEJ6vc0jlbg

Lançamentos e produções realizadas


Pata MC também produz artistas locais da cena independente de Brasília 

Além de rapper e trapper, MC Pata também atua na área de produção musical, contribuindo para a expansão da cultura Hip-Hop e para a manifestação e surgimento de novos talentos na cena musical, principalmente no Itapuã, periferia de Brasília, onde mora atualmente.

"Eu, como sou também produtor musical, eu gravo muitas pessoas na minha quebrada. Então minhas referências musicais são os meus próprios parceiros, o Yang Krespo, o SoKos, o MXGangsta. Só que de base, são grupos como o Trilha Sonora do Gueto, os Racionais MC’s, que são as raizes da cultura do rap e do hip-hop aqui no Brasil. Tem uns caras de fora que eu também me inspiro, lá da Europa, da Itália, o Pac, o Shiva, o Simba”, destaca o rapper e também produtor musical.


Confira mais sobre o MC Pata e seus novos lançamentos musicais na programação da Rádio West Side, onde o rap e o hip-hop estão sempre em primeiro lugar em todas as estações.

Abortire: https://youtu.be/Ln0ZrzPTjVE?si=8vzqNOqFQ_-Q6rVt

ZeroOnze: https://youtu.be/byd3zl4HjZE?si=q7mrRjJm_95X-4hH

Le Putanne feat SoKos: https://youtu.be/nchmTZxEGM4?si=rEI1K6Yn1Iancpqy

Movovadia: https://youtu.be/GpvgMqQZwI8?si=AUG2MsTXHf7w_Ib8

Yang Krespo feat MC Vidalzin do Parque e Pata MC - Fronteiras II:

https://youtu.be/8BULxhHjmD0?si=Egcpg1zpEtL-wc7F

De Brasília, Cleber Augusto - Jornalista e apresentador do Podcast Expresso Hip-hop 

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