Manifestação em Brasília cobra CPI e justiça por animais vítimas de maus-tratos
Ato no dia 1º de maio, às 11h, em frente ao Congresso Nacional, reúne ativistas e nomes da causa animal para pedir investigação e políticas públicas efetivas de proteção animal.
Uma mobilização nacional em defesa dos direitos dos animais está marcada para o dia 1º de maio, às 11h, em frente ao Congresso Nacional, em Brasília. O ato tem como principal pauta a cobrança por justiça em casos de maus-tratos e a instauração de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para apurar o caso do cão comunitário Orelha, que ganhou repercussão em todo o país.
Com o lema “De norte a sul, o Brasil quer a verdade. O Brasil quer justiça por Orelha”, a manifestação pretende pressionar autoridades, incluindo o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, a dar andamento às discussões sobre o tema e fortalecer medidas concretas de proteção animal.
Orelha e Johnny viraram símbolos de uma luta nacional


Manifestação na Avenida Paulista, em São Paulo, reúne ativistas em defesa dos direitos dos animais.
O caso do cão Orelha, ocorrido na Praia Brava, em Florianópolis, provocou comoção nacional e ampliou o debate sobre violência contra animais comunitários. A história passou a mobilizar protetores independentes, organizações, ativistas e cidadãos que cobram respostas das autoridades.
A manifestação também chama atenção para outros casos recentes de crueldade, como o do cãozinho Johnny, em Goiânia, que se tornou mais um símbolo da urgência de políticas públicas permanentes contra maus-tratos aos animais.
Mais do que comoção, cobrança por medidas concretas
O ato dá continuidade a uma série de mobilizações que vêm ocorrendo no país e amplia o debate para além de casos isolados. A proposta é chamar atenção para a recorrência de crimes de crueldade, a necessidade de punições mais rigorosas e a criação de políticas públicas capazes de proteger animais de forma contínua.
Entre as reivindicações centrais estão a destinação de orçamento específico para a causa animal, o apoio a organizações independentes, a ampliação de programas de castração e a oferta de atendimento veterinário para animais em situação de vulnerabilidade.
Ativistas destacam que muitas dessas ações ainda dependem de esforços pontuais, campanhas voluntárias e trabalho de protetores que atuam sem estrutura adequada. Para o movimento, a proteção animal precisa entrar de forma mais firme na agenda pública.
Nomes da causa animal confirmam presença
O protesto contará com a presença de nomes conhecidos da causa animal, como Kabelo Crespo, Estefânia Mota, tutora do cão Johnny, Fernando Silva, Diego Sanchez e Camilla Lagertha. A participação reforça o caráter nacional da mobilização e reúne vozes com atuação em resgate, denúncia, mobilização pública, projetos sociais e defesa dos direitos dos animais.
Sobre alguns participantes
Kabelo Crespo, nome público de Gustavo Santos, é ativista da causa animal e agente socioambiental. Natural de Ferraz de Vasconcelos, em São Paulo, atua em iniciativas de resgate, reabilitação, adoção responsável e mobilização pública contra maus-tratos. Também tem atuação ligada à limpeza urbana, reciclagem e sustentabilidade. Segundo seu material de apresentação, ele acompanha e denuncia casos de repercussão nacional, incluindo os casos Orelha e Johnny.
Fernando Silva é empresário, especialista em gestão de risco e prevenção a fraudes, além de ativista social e da causa animal. Graduado e pós-graduado em Administração e Gestão de Negócios pela PUC-SP, possui mais de 25 anos de experiência no mercado financeiro e atualmente é diretor executivo de risco na Harpia Consultoria e Prevenção à Fraude. Também preside o Projeto Social Life, iniciativa voltada a ações humanitárias, apoio social e mobilizações em defesa dos animais.
Estefânia Mota, tutora do cão Johnny, participa da mobilização representando também a dor de famílias e tutores que perderam animais em situações de violência. Sua presença reforça que o ato não trata apenas de um caso isolado, mas de uma cobrança nacional por respostas, prevenção e políticas públicas permanentes.
A presença desses nomes fortalece o caráter nacional da manifestação e amplia o debate sobre proteção animal, punição para crimes de crueldade e responsabilidade do poder público diante de casos recorrentes de maus-tratos.
Participação pacífica em frente ao Congresso
Os organizadores convocam a população a participar de forma pacífica, levando cartazes e mensagens em defesa dos animais. A expectativa é reunir ativistas, protetores independentes e cidadãos engajados, consolidando a pressão popular por justiça e por mudanças estruturais na proteção animal no Brasil.
Serviço
- O quê: Manifestação por justiça no caso Orelha e contra maus-tratos a animais
- Quando: 1º de maio de 2026
- Horário: 11h
- Onde: Em frente ao Congresso Nacional, em Brasília
Para a Rádio Westside, causas sociais precisam de espaço, voz e circulação. A proteção animal também faz parte do debate público, especialmente quando envolve violência, responsabilidade coletiva e cobrança por políticas públicas.